Eletrização: Eletrização por atrito, contato
e indução
Os processos de eletrização ocorrem
na natureza constantemente e, muitas vezes, tais fenômenos passam despercebidos
por nós. O fenômeno da eletrização consiste na transferência de cargas elétricas
entre os corpos, e essa transferência pode ocorrer por três processos
conhecidos: por atrito, por contato e por indução.
Eletrização por atrito
Para
entender como ocorre a eletrização por atrito, faça a seguinte experiência.
Pegue uma caneta esferográfica e corte alguns pedaços de papel bem pequeno.
Agora atrite a parte de trás da caneta em seu cabelo e depois aproxime a parte
atritada aos pedaços de papel.Você irá observar os pequenos pedaços de papel sendo atraídos pela caneta. Isso ocorre porque quando você atritou a caneta no seu cabelo, houve uma transferência de elétrons entre os dois corpos, o que deixou a caneta carregada eletricamente. Ao aproximar essa caneta dos pedaços de papel, que são neutros, eles serão atraídos.
É importante assinalar que após o atrito, os corpos atritados ficam com cargas de sinais opostos. Isso é determinado por uma tabela chamada de série triboelétrica. Na figura que segue temos uma versão resumida dessa série.

É muito simples entender o funcionamento da
série triboelétrica. Se atritarmos, por exemplo, lã com celuloide, a lã ficará
carregada positivamente, enquanto que o celuloide ficará carregado
negativamente. Isso quer dizer, que durante o atrito, a lã perdeu elétrons e o
celuloide, por sua vez, ganhou elétrons.
A eletrização por contatoA eletrização por contato, diferentemente da
eletrização por atrito, necessita de pelo menos um dos corpos carregado
eletricamente. Para entender o funcionamento do processo da eletrização por
contato, considere um condutor carregado positivamente e outro condutor neutro.
Aproxima-se o condutor positivo do condutor
neutro até que ocorra o contato entre eles. Quando isso acontece, haverá uma
transferência de elétrons do corpo neutro para o corpo carregado positivamente.
Essa transferência irá ocorrer de maneira bem rápida até que ambos os
condutores fiquem com o mesmo potencial elétrico.
Separando-se
os dois condutores, eles estarão com cargas de mesmo sinal.
É importante salientar também que está
valendo o princípio da conservação das cargas elétricas, que diz que a
quantidade de cargas elétricas antes do contato é igual à quantidade de cargas
elétricas depois do contato. Se os dois corpos forem absolutamente idênticos,
no final da experiência eles ficarão com a mesma quantidade de carga elétrica,
que será determinada pela média aritmética da quantidade de cargas antes do
contato.
Eletrização por indução
Na eletrização por atrito e por contato, há
obrigatoriamente a necessidade do contato físico entre os corpos. Na
eletrização por indução isso já não é necessário e é por isso que esse processo
recebe esse nome.
Considere três condutores, um carregado eletricamente e ou outros dois neutros e encostados um no outro.
Considere três condutores, um carregado eletricamente e ou outros dois neutros e encostados um no outro.
Aproxima-se o condutor carregado dos
condutores neutros. O condutor carregado será o indutor e os condutores
neutros, os induzidos.
Durante essa aproximação, observa-se uma separação de cargas nos condutores neutros. Como o indutor é positivo, o induzido mais próximo do indutor ficará negativo e o induzido mais afastado ficará positivo.
Durante essa aproximação, observa-se uma separação de cargas nos condutores neutros. Como o indutor é positivo, o induzido mais próximo do indutor ficará negativo e o induzido mais afastado ficará positivo.
Agora com o indutor ainda próximo, separam-se
os dois condutores que estão juntos.
E por fim retira-se o indutor das
proximidades dos outros dois corpos. Teremos como resultado os dois condutores
que inicialmente eram neutros, agora carregados com cargas de sinais a opostos.
Note que em momento algum houve o contato entre o condutor carregado e os
condutores inicialmente neutros.
Um exemplo de uma consequência da
eletrização por indução são os raios. Quando temos uma nuvem carregada
eletricamente durante uma tempestade, ela irá induzir na superfície cargas de
sinais opostos criando assim um campo elétrico entre a nuvem e a superfície. Se
esse campo elétrico for muito intenso teremos uma descarga elétrica violenta
que nós conhecemos como raio.








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